Com a pandemia, isolamento social, número de mortes, mutação do vírus, cura, não cura, tem trabalho, pode não ter mais e outras mil coisas pelas quais somos bombardeados atualmente, como está a sua saúde mental?

Se ninguém fez essa pergunta a você ainda é porque você está disfarçando muito bem ou realmente está conseguindo lidar com a situação. Mas, saiba que é normal surtar, às vezes.

O que não é normal é culpar aqueles que estão ao seu redor, descontar neles as frustrações e não dar amor o máximo que puder, pois todos estamos passando pelo mesmo momento.

Segura a ansiedade

A Organização Mundial da Saúde, antes mesmo da pandemia, já havia divulgado que o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Junte isso ao fato de estarmos enfrentando algo novo, invisível e sem cura, até o momento. É muita ansiedade correndo nas veias dos brasileiros.

São empreendedores sem saber o que fazer para manter seus negócios. As pessoas com mais de 60 anos apavoradas por fazerem parte do grupo de risco. O jovem com asma que está com medo de ter complicações mais graves caso pegue a doença.

Como manter a saúde mental durante a pandemia?

São várias as situações que irão deixar você apreensivo. O fato de ter que trabalhar em home office, por exemplo, requer uma reeducação comportamental, assim como ficar em isolamento. Pense que tudo mudou e que você pode mudar também. Na verdade, nós devemos mudar neste período para conseguirmos ultrapassar essa fase de maneira saudável.

Separamos algumas dicas que encontramos para ajudar você a manter sua saúde mental durante a pandemia.

1 – Evite excesso de informação

Um estudo do Google Consumer Barometer, de 2017, revelou que em 2012 somente 14% da população tinha smartphones. Enquanto isso, em 2016 o número pulou para 62%. Hoje, há mais de 230 milhões de smartphones em uso só no Brasil. E no mundo todo? São mais de 5 bilhões de smartphones.

Com esses dados podemos afirmar com toda certeza que as pessoas estão recebendo mais notícias, o tempo todo, do que há alguns anos. Por isso, neste momento, o ideal é ter um tempo para tudo, até para se atualizar sobre os números da pandemia. Use o celular para manter contato com a família, com os amigos, para ler coisas boas, aprender uma receita nova no YouTube e coisas desse tipo.

Tire o lado bom de tudo, sempre.

Dica de ouro

Uma dica bem legal que li há algum tempo, e que vale para o momento já que estamos falando em diminuir a ansiedade, é que o ideal é desabilitar o som das notificações do seu celular.  Embora você já deva ser viciado em notificações.

Estudos apontam que tocamos nossos celulares pelo menos 2.600 vezes por dia. Grande parte acontece por causa das notificações, que possuem mecanismos psicológicos e fisiológicos capazes de estimular o nosso cérebro da mesma maneira que uma substância viciante faria.

Receber inúmeras notificações indicando que sua foto foi curtida ou receber uma mensagem de alguém libera dopamina (um neurotransmissor que desempenha papel fundamental em nosso comportamento), que dá prazer e resulta em sensações “calmantes”. Por outro lado, a falta de novas mensagens ou de avisos pode trazer o efeito contrário, causando respostas negativas como ansiedade ou outros sentimentos ruins pela queda desse neurotransmissor.

2 – Faça terapia on-line

Dizer que terapia é para louco já é uma ideia ultrapassada. Todo mundo precisa de terapia, alguns mais, outros menos, mas seria ideal que todos nós procurássemos um terapeuta, principalmente quando sentimos que a nossa ansiedade está muito alta. Não tenha medo e nem vergonha e agora, com a possibilidade de fazer terapia on-line, você precisa se preocupar muito menos com isso.

Caso você já faça terapia, converse com o seu psicólogo sobre a possibilidade, pois é ela boa tanto para o profissional, que não perde a sua renda, quanto para você, que continuará com a mente saudável.

3 – Faça meditação

Você nunca fez meditação? Então, faça. Aproveite que no YouTube há várias aulas gratuitas e, pelo menos, tente fazer. No primeiro dia, pode ser que você se identifique muito ou não queira nem fazer a segunda aula. Eu recomendo tentar a segunda e a terceira aula, depois disso veja como você se sente. Se te fez bem, aproveite e incorpore a meditação no seu dia.

4 – Saia da rotina

Sabemos que quem está em home office precisa criar uma rotina para não se perder nos horários e para não ter a sua produtividade prejudicada, mas fora do seu horário de trabalho faça coisas diferentes. Não é possível sair de casa, ok. Mas, em uma noite, é possível ir para a cozinha com os filhos e tentar fazer um bolo diferente. Em outra, assistir a um filme com a pessoa amada e, na seguinte, meditar juntos. Viu, conseguimos até aliar algumas dicas aqui.

5 – Faça o que gosta

E se você gosta de artesanato e nunca teve tempo para se dedicar a isso, agora é a hora. Você gosta de estudar e não tinha tempo para fazer um curso novo, agora tem. Você gosta de pintar, então pinte. Fazer o que a gente gosta traz sensação de prazer. Essa sensação é gerada pelos hormônios conhecidos como o quarteto da felicidade: endorfina, dopamina, serotonina e ocitocina.

O desequilíbrio pode provocar insônia, estresse, ganho de peso e, é claro, mau humor. O equilíbrio pode ser mantido com as dicas acima aliadas a uma alimentação saudável, que vai ajudar a liberação desses neurotransmissores na corrente sanguínea.

Procure saber mais

A internet nos bombardeia com informações, basta você definir como serão as bombas. A informação é uma grande aliada para mantermos a nossa saúde mental em dia, por isso cuide com as suas fontes. O Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por exemplo, criaram uma cartilha com recomendações gerais sobre Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia COVID-19, devido à quantidade de perguntas que recebiam por e-mail sobre o assunto. A cartilha está disponível neste link: https://bit.ly/300lLpZ

No site da Fiocruz também há uma área exclusiva para saúde mental com materiais informativos sobre o período de pandemia. Acesse: https://bit.ly/3dv7eGP

Um forte abraço virtual e até nosso próximo assunto.

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