O mundo vive a pandemia do novo coronavírus e muitas perguntas ainda estão sem respostas. Estamos atravessando uma recessão econômica e mesmo que a sua empresa tenha se mantido ativa, muitas tiveram que parar totalmente as suas atividades e outras parcialmente. A verdade é que vai chegar a hora de voltar. Ninguém sabe ao certo quando vai chegar, mas aos poucos os profissionais começam a voltar para seus postos de trabalho e o retorno é mais uma adaptação que deve ser enfrentada por todos.

A instabilidade e a insegurança farão parte do dia a dia dos trabalhadores, dos empresários e de todas as famílias que precisam de uma renda para sobreviver. Não vamos entrar no mérito de certo ou errado, questões políticas ou sociais, só queremos lembrar e ressaltar que se é necessário voltar, mais necessário ainda é manter as orientações de prevenção para evitar a proliferação do novo coronavírus.

Mais recentemente, no dia 2 de abril, o Ministério da Saúde divulgou que as máscaras de pano também funcionam como barreiras à propagação da doença. Algumas empresas, inclusive, já estão comprando para distribuir aos seus colaboradores. Além de eficiente, é um equipamento simples, que não exige grande complexidade na sua produção e que pode ser um grande aliado, protegendo quem usa e quem está ao seu redor.

A iniciativa também aconteceu para que a população se conscientize e deixe as máscaras de proteção industriais e descartáveis para os profissionais de saúde, que trabalham na assistência às pessoas doentes. Eles não podem ficar sem proteção por causa da loucura pela compra às máscaras. O produto estava em falta em grande parte do país.

Para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações como ter pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face, não pode ser dividida com ninguém e deve ser feita nas medidas corretas, cobrindo totalmente a boca e o nariz, para ficar bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

No site do Ministério da Saúde eles até explicam como fazer a sua máscara caseira. Acesse: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46645-mascaras-caseiras-podem-ajudar-na-prevencao-contra-o-coronavirus

 

Mas isso não é tudo. As empresas precisam tomar várias medidas de prevenção, sempre lembrando que o colaborador deve fazer a sua parte, pois de nada adianta a empresa disponibilizar álcool em gel, por exemplo, e o colaborador não usar quando necessário.

Aproveitando que chegamos nesse ponto de cooperação, a comunicação tem sido essencial neste momento. Instruir os colaboradores quanto aos cuidados, principalmente, sobre a importância de lavar as mãos e mantê-las longe do rosto, e atualizar a todos com os dados sobre a doença e a situação enfrentada pela empresa mantêm o ambiente de trabalho mais calmo e preparado para as adversidades.

Esse é o momento de aprender com o que estamos passando. O futurista, professor Tiago Mattos, fez alguns questionamentos durante uma entrevista que falava sobre o que vem depois da pandemia, para o site Meio e Mensagem, que quero compartilhar com vocês.

“Uma reflexão interessante é tentar entender por que se falava tanto de squads e metodologias ágeis antes do coronavírus. Justamente para que as empresas consigam se reorganizar rapidamente em cenários complexos como o que estamos vivendo. Entender que as lideranças, agora, são circunstanciais e rotativas – e não mais estáticas (resultado de um direito adquirido) – é uma lição importante que a crise econômica nos trará.”

Outra questão levantada por ele é sobre propósito:

“A sensação de impotência perante a disseminação da infecção também pode ser um ótimo espaço para o autoquestionamento. Eu, na posição que estou, faço algo relevante para o mundo? Minha empresa, na posição que está, faz algo relevante para o mundo? A vulgarização do termo propósito trouxe um senso de urgência de se assumir uma missão que vá além da própria organização. Uma causa maior. Mas isso, quando é apenas comunicação, não resolve nada. O propósito é a antessala do legado. Propósito sem legado é apenas egotrip. Talvez, o coronavírus escancare a relevância das pessoas e das empresas nesse cenário de revisão de prioridades. E, por consequência, as obrigue a pensar se esse propósito é uma intenção genuína, que verdadeiramente direciona os rumos do negócio.”

Está aí mais uma adaptação que deverá ser levada a sério a partir de agora.

Queremos acreditar que tudo isso vai passar, e com certeza vai, mas temos que aprender muito com tudo isso para estarmos preparados para viver um novo mundo e conviver com um novo vírus. Quem sabe nesse novo mundo a gente já tenha aprendido a ter mais empatia, compaixão, amor ao próximo e a sermos menos egoístas.

Vamos acreditar e sair dessa mais fortes do que entramos.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *